
Moradores de Feira de Santana que dependem da retirada gratuita de medicamentos de uso contínuo distribuídos pelo Governo Federal do Brasil têm enfrentado # dificuldades para garantir o atendimento. Todos os meses, dezenas de pessoas — em sua maioria idosos — precisam madrugar em longas filas na tentativa de conseguir os remédios.
Na manhã desta terça-feira (10), a situação voltou a se repetir. Durante rápida passagem pela fila, foi possível encontrar pessoas que afirmaram ter chegado ao local antes das 4h da manhã para tentar garantir uma ficha de atendimento.
A moradora do bairro George Américo, Meire Couto, relatou que enfrenta o mesmo problema todos os meses.
“Toda vez é essa labuta, todo mês. Vim buscar remédio e fralda”, contou à reportagem.
Outra usuária do serviço, Expedita Marta, afirmou estar indignada com a situação. Segundo ela, o atendimento é limitado por fichas, que se esgotam rapidamente.
“Eu estou com muita raiva. Isso aqui é só humilhação. Todo mês é só humilhação. É por ficha, quando acaba a ficha, você volta e vem de novo no outro dia. Eu nem sei quantas fichas são. Todo mês essa humilhação”, desabafou a moradora do bairro Aviário, que disse ter saído de casa por volta das 5h.
A aposentada Maria Ferreira também relatou as dificuldades enfrentadas para conseguir atendimento. Diabética, ela afirma que chegou a passar mal enquanto aguardava na fila.
“Eu saí às 6h30. Cheguei aqui e tinha esse monte de gente. Ontem eu vim às 7h, peguei a ficha 56, mas não fui atendida porque estava com fome, sou diabética. Voltei para casa e vim de novo hoje. Outra surpresa: esse tanto de gente. Diabético tem que comer na hora certa. Eu já estava ficando tonta e fui embora”, relatou.
A situação tem gerado reclamações entre os usuários do serviço, que pedem melhor organização no atendimento e ampliação da distribuição das fichas, para evitar que pacientes, especialmente idosos e pessoas com doenças crônicas, precisem enfrentar longas horas de espera para conseguir medicamentos essenciais.
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